Sozinho de mãos dadas com o tempo. Percorrendo ruelas e becos. Sozinho de mãos dadas com o tempo e atirando pedras às estátuas do passado. Sozinho, a olhar para o que aconteceu. O que aconteceu, o que já lá vai, o que perdi em guerras inúteis, em pesadelos de cores garridas e claustrofóbicas.
Quero deitar tudo cá para fora, mas os obstáculos que se erguem mesmo diante de mim não me deixam caminhar ou correr ou, sequer, produzir pensamentos e ideias sensatas e terminais. Sozinho.
Sozinho de mãos atadas pelo tempo que passou. Pelo passado. Pelos momentos que um dia me deram esperança e lucidez.
" Revolução " - 23/02/11
" Revolução " - 23/02/11
Sem comentários:
Enviar um comentário