quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Pill

Dozens of shots through the air
Digging the dark with their silver wings
Riping the stars apart
Watching a broken heart
And if it's all over
The truth will lay down in beds of roses
...


" Pill " - 09/01/08

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Black

Sheets of empty canvas
Untouched sheets of clay
Were laid spread out before me
As her body once did
All five horizons
Revolved around her soul
As the earth to the sun
Now the air I tasted and breathed
Has taken a turn
Ooh, and all I taught her was, everything
Ooh, I know she gave me all, that she wore
And now my bitter hands
Chafe beneath the clouds
Of what was everything
Oh, the pictures have
All been washed in black
Tattooed everything

I take a walk outside
I'm surrounded by
Some kids at play
I can feel their laughter
So why do I sear
Oh, and twisted thoughts that spin
Round my head
I'm spinning
Oh, I'm spinning
How quick the sun can, drop away...
And now my bitter hands
Cradle broken glass
Of what was everything
All the pictures had
All been washed in black
Tattooed everything
All the love gone bad
Turned my world to black
Tattooed all I see
All that I am
All that I will be

I know someday you'll have a beautiful life
I know you'll be a star
In somebody else's sky
But why can't it be mine


" Black " - Pearl Jam/Ten

Para aquela pessoa

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Lanterna Vermelha

Desejo que algo me atinja
Mas com violência
Para me acordar desta vida
Para cair na realidade que é a minha alma
Estes são os pensamentos
De um homem sem caminho
Alguém incapaz de resolver o presente
Para salvar o futuro
Um dia disseram
« Magoei-me hoje, para ver se ainda sinto »
Estas palavras ecoam em mim
Como se se tratassem do destino
As lágrimas apoderam-se de mim
O peito começa a doer
Não sei como parar tudo isto
Sem me magoar outra vez
Da janela vejo a noite cair
Aquele escuro inevitável
Também ele se apodera do meu corpo
E leva-me a cada tristeza guardada
Nunca pensei em dizer estas coisas
Estas e tantas outras
Memórias e verdades actuais
De quem não sabe lutar
Desejo que algo me atinja
Mas com violência
Para me acordar desta vida
Para cair na realidade que é a minha alma


" Lanterna Vermelha " - 03/01/08

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Dia 1

Foram tantos os objectivos por cumprir. Promessas deixadas ao acaso. E lágrimas, muitas lágrimas. Mas também felicidade. Música, porque me acalma, liberta e exorciza cada um dos meus fantasmas; amigos, porque são família; a escrita, porque posso ser quem quiser e escrever sobre o Amor, a Morte e o Mundo; risos, abraços. Episódios que nos tornam únicos. Cenas para mais tarde recordar com saudade.
Hoje começa tudo de novo outra vez. Ou não. Provavelmente tudo será igual. Resta-nos alterar pequenos passos para que, talvez, as coisas mudem, para melhor claro. Porque se tudo ficar como está, este vai ser um ano longo, aborrecido, apenas salteado com aqueles momentos que nos fazem sorrir. Mas não quero que assim seja. Quero que as lágrimas que chorei, neste ano que passou, sejam pequenos acidentes. Quero que sejam cada vez menos, e que só apareçam quando precisar mesmo delas, para me libertar. Quero esquecer as longas noites sem dormir. O receio e a ansiedade. A desconfiança e o medo de enfrentar a vida. Não quero ser especial, quero ser igual a tantos outros. Peço força. Vontade e determinação. E uma luz.




Mas, e se tudo continuar na mesma?


" Dia 1 " - 01/01/08
( Bom ano )




terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Voltar

Sempre em alerta
Diz o meu coração
Pois cada passo tem o seu risco
Cada palavra sua acção
Não vejo o amanhã
Pois nada vai mudar
Faço o que posso todos os dias
Emprego o tempo a dar
Estes caminhos que percorremos
Serão um dia uma lembrança
Pequenas histórias em livros
Contos de Amor e esperança

Sei bem o que lutei
Talvez mais do que devia
Mas aquele futuro de sonho
Chegará um dia
O céu é o fim
E as nuvens o significado
Pedirei a Ti o regresso
De tal Amor sagrado
Mas olhando este meu ser
O que vejo é solidão
O espelho reflecte um homem
Vazio de emoção

À noite rezo por um sinal
Uma palavra que me faça sonhar
São ténues as teias do romance
Mas também o coração que quero alimentar
De dentro sai um grito de revolta
Um sopro, um suspiro
Cada som traz consigo lágrimas
E mágoa sempre que respiro
O fim e o princípio estão perto
E ao fundo só vejo o escuro
Sinto o teu olhar no meu peito
O único que me pode salvar do futuro


“ Voltar “ 18/12/07

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Noutra Vida

Deixa-me em paz
Sou apenas o teu inimigo
Aquele que te alimenta
Nos dias de tempestade

Deixa-me voltar atrás
E começar tudo de novo
Riscar-te do meu ego
Corrigir o meu erro

Dei tanto de mim
Mais do que merecias
E quando algo te pedi
Tudo era demais

Em cada sonho vivi o nosso amor
Em cada palavra um beijo
Mas agora esses beijos são deixados ao acaso
Pois tu já não és a mesma

Dorme bem minha pequena princesa
Sonha com o mundo
E se um dia me olhares de novo
Para sempre no céu viverás


" Noutra Vida " - 19/11/07

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Face to Face

Hoping for a dream
Staring at a star
I'm waiting for a wish
A ticket to somewhere far
I'm losing my temper
Losing my eyes
Follow my steps
Erase my life
Wash my stories
Kill my pets
Face my stare
Saying " life's unfair"

Feelings are the ear of love
Sparks come and go
You are my end
You just want my hand
Take my words
Paint my pictures
Forget me if you want
Kiss me me if you don't
These are my thoughts
My wounds
I need you tonight
Your help in this fight


" Face to Face " - 05/12/07

Shadow Man

All of his words fell apart
Just like is life once did
This man is no longer here
Just his body and a tear
In a desert he died
With his soul
Now there's nothing left to lose
He lost his love, he lost control

Just like that
He went back
And the fire was washed away
By the same mistakes

In this ocean of noise
Underneath a carpet of needles
There he waits
For his fate
No one will save him
No one will care
His just a shadow
Wondering out there

Just like that
He went back
And the fire was washed away
By the same mistakes


" Shadow Man " - 05/12/07

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Pensei que nunca iria ser um problema
Pensei que um dia, talvez um dia
Iria estar contigo à beira mar
A ver um pôr-do-sol igual ao teu olhar
Este refúgio que me atrai
É o mesmo que me traz angústia
Mas é tudo o quero
É tudo o que espero
A certeza não existe
Nesse teu coração irá um dia mudar
E nesse dia serei eu a segurar-te
Debaixo de um luar a abraçar-te
Aquela canção que escrevemos
Lembra-me daquilo que fomos
Mas enquanto viver
Sonho com o que poderemos ser


“ 3ª “ – 23/11/07

Telescópio

Nada nesta vida é uma certeza
Este é o verdadeiro sentimento
Tudo o que vivemos irá desaparecer
E todos os que amamos irão morrer
E se a única certeza é a morte
Vamos abraça-la quando a encontrarmos
Vivê-la como o fim

Sei que tudo isto que me rodeia um dia será pó
Fará parte do deserto infinito
Será a mobília do meu ser
Os momentos que desperdicei
Serão aqueles que vou lembrar
E no meu suspiro final irei escrevê-los

Não peço que me sigam
Mas peço que me oiçam
Nem tudo é ouro, nem tudo é belo
O segredo está em nós
Nas verdades e nas mentiras
Em cada fracção de vida


“ Telescópio “ – 01/12/07